fbpx

Siderúrgicas brasileiras têm cenário promissor em 2022

Siderúrgicas brasileiras têm cenário promissor em 2022

Foto: Biblioteca de Imagens do Canva

A prospecção da siderurgia brasileira é otimista em 2022. Mesmo com a demanda do aço estagnada, sem grandes elevações, a acomodação do preço do minério de ferro no mercado internacional pode dar uma boa margem de operação para o setor no Brasil. Além disso, há uma expectativa de recuperação econômica global, principalmente na China, e o aquecimento da indústria brasileira. Sob essa perspectiva, as siderúrgicas foram destaque no Ibovespa. Neste mês de janeiro, as ações da Gerdau e da CSN aumentaram 19%, as da Usiminas 11%, e as da Vale subiram mais de 12%.

Para conseguir um cenário prospectivo no mercado neste ano, o setor passou por uma recuperação econômica em 2021, quando houve oscilação nos números, além da disparada do preço de minério de ferro, ao mesmo tempo que a China se recuperava e os Estados Unidos buscava outros estímulos no mercado.

Tendo a Vale, terceira maior mineradora do mundo, com produção próxima de 90 milhões de toneladas de minério de ferro, como exemplo, nota-se em seu resultado financeiro referente ao terceiro trimestre indicando lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Lajida), também chamado de EBITDA, de US$ 7,109 bilhões (R$ 40,308 bilhões), o que representa US$ 4,130 bilhões (R$ 23,417 bilhões) abaixo em relação ao segundo trimestre de 2021. A geração de caixa atingiu US$ 7,765 bilhões (R$ 44,027 bilhões), US$ 1,238 bilhões (R$ 701,946 bilhões) acima do trimestre anterior.

Mas, especulações já dão como certo que os preços no mercado minerário voltarão a subir no primeiro trimestre de 2022, com perspectiva de aumento na procura pelo insumo. Para este ano, a Vale deve entregar retorno com dividendos de 9%. Nos últimos 12 meses, ela distribuiu R$ 73 bilhões em dividendos recorrentes e extraordinários, além de juros sobre capital próprio (JCP).

Diante deste cenário, após um ano de recuperação do setor siderúrgico e de mineração, o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) trabalha com a perspectiva de elevar as vendas em 3% neste ano, melhorando os números comparados com 2021, em que houve uma queda entre 0,5% e 1%. Já o Instituto Aço Brasil aposta em um crescimento de 2,2% na produção nacional e de 2,5% nas vendas internas.

Para conseguir elevação nos números, os institutos do ramo terão que superar as más previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) e apostar em um crescimento da demanda. Para 2022, a expectativa do setor produtivo é a estabilidade nos preços em curto prazo, queda da inflação e redução da oferta de aço chinês pensando em um período maior, o que pode beneficiar as siderúrgicas nacionais.

Mesmo com as baixas previsões do PIB, o Inda aposta no crescimento da demanda por aço, principalmente pelo fato de alguns setores, como o de máquinas agrícolas, carrocerias, caminhões e implementos rodoviários, além de equipamentos de energia eólica e solar, seguirem ativos no mercado, apesar da crise econômica mundial.

Analistas de investimentos também acreditam que as margens operacionais tendem a alcançar um bom patamar e que a lucratividade das siderúrgicas seja boa. Portanto, a tendência é que 2022 seja melhor para as empresas em relação ao ano passado. No entanto, é preciso salientar que a China pode voltar a produzir volumes importantes de aço, caso diminua a aposta de redução de gás carbônico em sua produção. Porém, será possível fazer um diagnóstico mais preciso só depois das Olimpíadas de Inverno. A aposta dos especialistas, de forma prévia, é que a indústria automotiva se recupere e volte a demandar aço. Mesmo sem a normalização dos insumos, a oferta se ampliará e haverá maior produção de veículos.

Mercado internacional e as siderúrgicas nacionais

As especulações sobre o estreitamento da oferta de carvão metalúrgico geraram interesse no material brasileiro, já que a Indonésia proibiu as exportações de carvão por preocupação de não poder atender sua própria demanda por insumos para geração de energia. Além disso, o minério de ferro de Dalian supriu as perdas iniciais e subiu 2,2%, para 689 iuanes (R$ 613) por tonelada.

No entanto, os analistas aconselham os participantes do mercado siderúrgico a moderar suas expectativas de demanda por matérias-primas para a produção de aço, especialmente com os feriados do Festival da Primavera chinês que se aproximam e as Olimpíadas de Inverno de Pequim em fevereiro, pois as siderúrgicas restringirão suas operações.

Pico do carvão metalúrgico

O carvão metalúrgico negociado na bolsa chinesa de Dalian atingiu um pico de preço por mais de dois meses diante de expectativas de demanda da China e preocupações com a oferta. O mais valorizado teve alta de 5,7% em dezembro, com o preço de 2.337 iuanes, o que significa US$ 367,74 (R$ 2.092) a tonelada, após tocar em 2.370,50 iuanes (R$ 2.109) no início da sessão, seu valor mais alto desde o fim de outubro.

A forma processada de carvão de coque que é usado como agente redutor do minério de ferro (principal matéria-prima das siderúrgicas) aumentou 4,8% para 3.047 iuanes (R$ 2.711) por tonelada. O valor chegou a 3.050 (R$ 2.714) iuanes no início de janeiro deste ano, número mais alto desde o dia 27 de dezembro de 2021.

Gostou? Então, conheça o metal mais revolucionário do século ou saiba tudo sobre a maior mineradora do Brasil!

WeCreativez WhatsApp Support
Atendimento on-line via WhatsApp!
👋 Olá em que posso ajudar?
Fale conosco no Whatsapp