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Samarco confirma retomada das atividades até Dezembro

Em webinar realizado nesta quinta-feira (09), foi apresentado o projeto para a retomada de atividades da Samarco com operações da quarta usina de pelotização em Ubu, Anchieta. Essa usina representa 26% da capacidade de operação total da empresa. As providências para a retomada já estão sendo adotadas, para o reinício das operações até dezembro de 2020.

O evento foi organizado pelo Fórum + Negócios, da Findes, e o PDF-ES.

A Samarco conta com 1,3 mil trabalhadores terceirizados realizando as obras e deverá contratar mais 700 até dezembro. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 80 milhões para essa retomada.

Também está sendo providenciada a retomada da mina em Minas Gerais e do mineroduto. Todas as atividades estão em andamento, seguindo os devidos protocolos de segurança, devido à pandemia.

Retomada de Atividades da Samarco

O gerente-geral de Operações da empresa, Sérgio Mileipe, abordou a preparação da Samarco para reiniciar suas atividades. “Vamos voltar com um concentrador em Germano (Minas Gerais) e uma usina de pelotização em Ubu (Espírito Santo), representando 26% da retomada de nossas operações. Estamos propondo alternativas de mineração que são as mais seguras que existem no mercado de tecnologia (no setor de mineração)”, destacou.

O evento virtual contou com a abertura do vice-presidente da Findes, Fernando Otávio Campos, hoje presidente do Consurt, Conselho das Relações Trabalhistas da Federação. Também participaram o secretário estadual de Desenvolvimento, Marcos Kneip, os prefeitos de Anchieta, Fabrício Petri, e de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho, o presidente do Movimento Empresarial Sul Capixaba (Messes), José Bessa, e o coordenador do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF) da Findes, Durval Freitas.

Em seu discurso, o secretário Marcos Kneip destacou a relevância da atividade da Samarco para a região Sul e para todo o Espírito Santo. Isso se soma às outras ações em andamento no Estado para o desenvolvimento do Sul, como os investimentos da ordem de R$ 45 milhões para a instalação de nova planta da Laticínios Porto Alegre, em Rio Novo do Sul, para o processamento de 200 mil litros de leite por dia, e a fábrica de papel da Suzano, em Cachoeiro, que transformará bobinas de celulose em papel toalha, papel higiênico e outros produtos da linha tissue, que inclui guardanapos, lenços de papel, papel facial, entre outros.

O secretário lembrou ainda o Porto Central, projeto relevante que está em fase de início de obras, para a instalação de um porto indústria com termelétrica e retroárea para estocagem, a duplicação da BR 101 Sul e a implantação da estrada de ferro EF 118, que ligará Vitória até Anchieta. Isso está garantido. Há a possibilidade de sua extensão até o Porto Central, em Presidente Kennedy.

“O Estado tem dado continuidade nas políticas públicas. Em sua atuação, o Estado precisa ser transparente, manter as contas em dia e ter uma relação próxima com os empresários, que é o que está sendo feito no sul do Estado. Isso permite mais investimentos em infraestrutura, além de contribuir com a competitividade da indústria, o que promove a atração de novos negócios e fortalece a diversificação econômica”, disse Marcos Kneip.

Em seguida, ele destacou a importância dos incentivos fiscais para a melhoria do ambiente de negócios. “O Estado tem características muito positivas acerca da atração de novos negócios. Os incentivos fiscais como o Programa de Incentivo ao Investimento (Invest-ES) e o Programa de Desenvolvimento e Proteção à Economia (Compete-ES) garantem uma segurança jurídica para o empreendedor. E vale destacar que, dentre as unidades da Federação, o Espírito Santo tem um dos menores índices de intervenção do Estado na economia, pois encontra-se em 2° lugar no Índice de Liberdade Econômica Estadual”, disse.

O secretário citou, ainda, que o retorno da Samarco irá fortalecer o desenvolvimento regional de forma equilibrada. “A retomada das atividades da Samarco e a vinda de novas indústrias beneficiará o desenvolvimento regional do Litoral Sul. Além disso, o Estado procura melhorar cada vez mais o seu ambiente de negócios, a prova disso são os investimentos previstos que vão beneficiar o Estado como um todo e trazer melhoria na infraestrutura, como a Desestatização da Codesa, a renovação do contrato com a Log-In e a duplicação da BR-101”, afirmou.

O coordenador do Fórum + Negócios da Findes, Durval Vieira de Freitas, apresentou questões acerca dos investimentos e oportunidades no Espírito Santo. Durval destacou que os investimentos previstos para o Estado não sofreram paralisação devido à pandemia: houve apenas redução do ritmo. Ele mencionou investimentos na Grande Vitória e no Norte, mas com destaque para a maioria dos investimentos concentrados na região Sul, especialmente os projetos de petróleo e gás.

Esses projetos representam mais de 70% dos investimentos na região, Sul, beneficiando principalmente os municípios de Presidente Kennedy, Marataízes e Itapemirim.

“A Samarco é indutora de desenvolvimento. Já está havendo movimentação do mercado de Anchieta, Cachoeiro e Vitória, por exemplo, o que é excelente para a economia do Estado. Cada emprego criado lá representa no mínimo mais seis na cadeia de abastecimento”, afirmou Durval Vieira de Freitas.

O gerente geral de Operações , Sérgio Mileipe, disse que a retomada de atividades da Samarco será em três momentos. Primeiro a retomada da Pelotização 4, que representa 26% da produção, agora em 2020. Em seguida vem a retomada da Pelotização 3 e, por fim, a produção plena deve ser retomada até 2030. Também estão sendo realizadas obras de dragagem do porto, com a implantação de um sistema de informatização.

Ele disse que há oportunidade para todas as empresas do Estado. Mileipe recomendou que as empresas sejam competitivas e procurem inovar: a Samarco está aberta a projetos alternativos.

O vice-presidente eleito da Findes, Fernando Otávio, coordenou os debates depois das apresentações acima. O coordenador do Fórum + Negócios fez o encerramento, informando que é importante destacar a perspectiva do novo mercado de gás, que vai atrair novas empresas para a região com a possibilidade de implantação, em Anchieta, de uma unidade de HBI (Hot Briquetted Iron), matéria prima para a produção do setor siderúrgico.

“Todos devem estar atentos à necessidade de capacitar e qualificar a mão de obra, para que a gente possa melhorar a competitividade, aproveitar as oportunidades e gerar emprego e desenvolvimento na região, com melhor qualidade de vida para todos, que é o objetivo da Findes e do governo do Estado, trabalhando sempre em conjunto com as prefeituras”, disse Durval. Ele também pediu à Samarco uma avaliação nos critérios de contratação, dando a oportunidade a soluções inovadoras.

Em outubro de 2019, a Samarco obteve a Licença de Operação Corretiva (LOC). A empresa possui todas as licenças ambientais necessárias para reiniciar suas operações. Neste momento, a expectativa de retomada operacional está mantida para o final do ano e ocorrerá após a implantação do sistema de filtragem, em andamento, e conclusão das atividades de prontidão operacional.

Em notícia publicada a Samarco assumiu, em sua jornada, um compromisso com a segurança e a evolução. “Voltaremos a operar sem a utilização de barragem de rejeitos e com um sistema de filtragem e empilhamento a seco“.

A JW Engenharia está empenhada em auxiliar todos os seus parceiros e clientes durante a pandemia do Covid-19 e a retomada de atividades da Samarco foi uma notícia publicada pela FINDES .

Samarco programa força local, dedicado ao fornecedor local

Um programa dedicado ao fornecedor local que visa fomentar o desenvolvimento nos territórios onde a Samarco atua foi apresentado na segunda quinzena de Outubro de 2020.

O programa Força Local foi desenhado a partir de um desejo da Samarco de fomentar o desenvolvimento em sua Área de Influência Diret  (AID), unindo as demandas apresentadas pelas entidades de classe desses municípios e é baseado em cinco pilares: políticas, capacitação, negócios, monitoramento e desenvolvimento e qualificação.

A gerente de Suprimentos da Samarco, Ailana Vilela, explica que a Samarco atua junto aos territórios no sentido de fomentar o desenvolvimento nesses municípios.
“O Força Local será uma oportunidade para estimular o desenvolvimento local, de alcançarmos novos fornecedores em nossa área de influência direta, mas, principalmente será uma iniciativa para que o empresário local esteja cada vez mais preparado para atender possíveis demandas da Samarco e de outras empresas por serviços, materiais, equipamentos e insumos.

Um dos objetivos do Força Local é pensar o território para além da mineração”, afirmou.

Ela ressaltou ainda que a empresa deve retomar suas operações até o final do ano com 26% de sua capacidade produtiva.

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