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Com geração de mil empregos em Minas, fábrica pretende ser a maior linha industrial de celulose do mundo

Com geração de mil empregos em Minas, fábrica pretende ser a maior linha industrial de celulose do mundo

Foto: Instagram/LD Celulose

Uma nova indústria de celulose solúvel que está sendo construída em Indianópolis, no Triângulo Mineiro, pretende ser a maior linha industrial do ramo no planeta. Os investimentos na unidade chega a ser, aproximadamente, R$ 1,3 bilhão (R$ 7,2 bilhões). Os trabalhos de edificação da LD Celulose em Minas Gerais contam com cerca de 9.600 trabalhadores e, quanto pronta, a planta gerará cerca de 1.040 vagas de emprego.

A nova indústria de celulose solúvel deverá iniciar sua produção neste primeiro semestre, garantindo muitas oportunidades de emprego para os mineiros. A obra está 90% pronta e a produção também deve iniciar já na primeira metade de 2022. A LD Celulose estima que se inicie a atividade produtiva em março.

O alto investimento é justificado quando se avalia os números estimados na produção da unidade. Em tempo integral, a capacidade produtiva da fábrica será de 500 mil toneladas de celulose solúvel por ano. Além disso, o processo gerará cerca de 144 megawatts (MW) de energia elétrica renovável, através da biomassa de madeira. Mais da metade dessa quantidade será vendida e distribuída não só em Minas Gerais, mas em toda a rede nacional.

Tanto a produção quanto a geração de emprego no local promete colocar toda a economia da região ativa. De acordo com a LD Celulose, a quantidade de cabos utilizada na produção seria capaz de ligar o Oiapoque ao Chuí, num total de quase 4.500 km de extensão. Além disso, as fazendas de florestas plantadas de eucalipto, matéria-prima para produção de celulose, terão, juntas, aproximadamente 70 mil hectares de plantio.

A LD Celulose pretende ser modelo de sustentabilidade, considerando os métodos de produção e a contribuição para a geração de empregos em Minas Gerais. O local de instalação da fábrica foi planejada estrategicamente, sendo perto da linha férrea e no interior do maciço florestal do estado.

O CEO da LD Celulose, Luís Künzel, disse ao Diário do Comércio que a empresa foi planejada, em todos os seus aspectos, como um empreendimento pautado pela excelência e pela sustentabilidade.

“Será uma unidade extremamente moderna em tecnologia e processos, e avançada em performance e otimização de custos e de referência em suas características ambientais. Outro diferencial será a capacidade de geração de energia elétrica a partir de biomassa. Vamos abastecer a fábrica e ainda vender energia limpa ao mercado”, disse.

A LD Celulose oficializou o projeto junto ao Governo de Mina Gerais em meados e 2018. Na ocasião, a empresa informou que a celulose solúvel produzida pela unidade no estado seria totalmente destinada à exportação, sendo vendida para a Lenzing para suprir suas operações, principalmente na Ásia.

Em Minas Gerais, as áreas de plantio da LD Celulose estão situadas em cinco municípios do Triângulo Mineiro: Indianópolis, Araguari, Estrela do Sul, Nova Ponte e Romaria. A Lenzing tem 51% de participação na joint venture LD Celulose, enquanto a Duratex responde por 49%.

A Duratex é a maior produtora de painéis de madeira industrializada e pisos, louças e metais sanitários do Hemisfério Sul. Ela entrou no segmento de celulose solúvel, em parceria com o grupo Lenzing, da Áustra, formando, assim, a LD Celulose. Todo o processo foi autorizado pelos órgãos competentes brasileiros e europeus.

Compare como era o sítio industrial em outubro de 2019 e como ele está agora:

Celulose solúvel

A celulose solúvel será utilizada pela Lenzing na produção de fibras de viscose, modal e liocel. A variedade de aplicações do material impressiona. Ele pode ser usado para a produção de roupas, calçados, produtos de higiene e beleza, vernizes, esmaltes, pneus, cápsulas de remédios, iogurtes, sorvetes e telas de LCD.

Além da fabricação de celulose solúvel, a madeira de eucalipto extraída das florestas também será utilizada como combustível para gerar energia elétrica para a fábrica, garantindo uma fonte renovável de eletricidade para a operação industrial.

A LD Celulose está na primeira etapa de uma cadeia de produção responsável por fabricar produtos de vestuário, higiene e beleza que são feitos de fibras biodegradáveis, respeitando a natureza por meio de uma produção de baixo impacto ambiental.

Comprovação em estudo

Um estudo publicado em outubro do ano passado, que contou com cientistas do instituto de pesquisa acadêmica Scripps Institution of Oceanography (SIO), da Universidade da Califórnia nos Estados Unidos, confirmaram que fibras de celulose são biodegradáveis no oceano em um curto período de tempo após a sua vida útil, sendo uma alternativa melhor para o meio ambiente em relação às fibras de origem fóssil.

A pesquisa se derivou de um projeto independente que tem como objetivo entender o fim da vida útil de tecidos e não-tecidos descartados no meio ambiente. Foram comparados os processos de degradação de não-tecidos de origem fóssil, como poliéster, com materiais feitos com celulose, em diferentes condições de oceano e ambientes controlados.

Os resultados dos experimentos mostram que as fibras de celulose se degradam completamente em até 30 dias, enquanto os materiais de outras matérias-primas permanecem praticamente intactas após 200 dias.

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