Manutenção Centrada na Confiabilidade, RCM

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Este artigo foi desenvolvido por Fábio Siqueira

O mundo corporativo tem imposto de maneira agressiva uma mentalidade cada vez mais competitiva, é comum que empresas pertencentes aos mais diversos setores busquem a inovação e reinvenção dentro de suas operações. Afinal, é, preciso destacar- se enquanto e estar à frente principalmente quando o assunto é, aplicação de novas tecnologias e metodologias de trabalho.

Dentro deste contexto, manter a produtividade alta exige que o tipo de manutenção dos ativos seja cuidadosamente escolhido e aplicado. Sendo assim, qual é o melhor método a se aplicar dentro de uma empresa? 

Embora à primeira vista essa possa parecer uma tarefa difícil, provavelmente, assim, ela é essencial para toda e qualquer empresa que deseje alcançar bons resultados e manter seu potencial dentro de um quadro competitivo. De fato, existe uma metodologia que engloba técnicas de gestão e controles de manutenabilidade, redução de custos, segurança e confiabilidade: a Manutenção Centrada na Confiabilidade, ou RCM (Reliability Centred Maintenance).

O que é RCM?

A Manutenção Centrada na Confiabilidade é um método estruturado para estabelecer a melhor estratégia de manutenção. Essa metodologia reúne, de maneira equilibrada, as melhores técnicas de manutenção.

Ao garantir a confiabilidade e disponibilidade de itens considerados críticos para a produção de uma empresa, certamente, a RCM surge como uma excelente estratégia de gestão de ativos dentro de uma companhia. Por outro lado, da mesma forma, por ser uma metodologia que envolve custos relativamente altos e por nem todos os equipamentos serem críticos em relação à manutenção, utilizar outras técnicas, como o TPM (Manutenção Produtiva Total), assim, à RCM, pode ser uma alternativa viável e igualmente eficiente.

Breve histórico

A RCM teve seu início há mais de 25 anos em indústrias aéreas, por meio da análise das políticas de manutenção da aviação civil. No início dos anos 1970, os primeiros conceitos da RCM foram desenvolvidos e documentados em trabalhos científicos. 
Esse método de manutenção tem como paradigma a “preservação da função do sistema”. Estão entre as principais preocupações operacionais: analisar falhas; probabilidades de recorrências; definição de procedimentos; critérios de priorização baseados em fatores econômicos e práticas eficientes e seguras envolvendo o custo- benefício no combate às falhas.

Quais os conceitos do RCM na manutenção de ativos? 

A confiabilidade de um ativo é baseada na probabilidade de uma aplicação desempenhar sua função necessária em um determinado espaço de tempo. A probabilidade, por sua vez, certamente, é um conceito estatístico expressado por: 

N casos favoráveis / N casos possíveis, tal que o valor seja menor ou igual a 1 

Sendo o valor representado por 1 a indicação de que haverá, com certeza, a ocorrência do problema e o valor representado por 0 indicando a probabilidade nula de o evento acontecer. Esse índice de probabilidade pode ser expresso por valores entre 0 a 10, ou em porcentagem de 0 a 100%.

As características das falhas possuem seis tipos básicos, que podem ser diagnosticados por distintas curvas, representadas abaixo no gráfico “Falhas X Tempo”:

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Taxa de Falha X Tempo

As curvas representam a probabilidade das falhas em um determinado intervalo de tempo. A curva A e B representam os problemas mais simples, devido a, com elevadas taxas de falhas relacionadas à idade do componente. Já as curvas C, D, E, e F, provavelmente, indicam graficamente as ocorrências mais complexas, além disso, com taxas de falhas constantes.

Quais as vantagens da implementação da RCM em empresas? 

De maneira geral, primeiro de tudo, o principal objetivo da implementação da Manutenção Centrada na Confiabilidade em uma organização é o de aumentar a disponibilidade dos equipamentos e, consequentemente, otimizar a produtividade, Por fim, a Manutenção Centrada na Confiabilidade gera ganhos significativos em outras áreas da companhia. Quando se extrapola a análise dos resultados após a implementação da metodologia, é possível notar, a médio e longo prazos:

  • maior confiabilidade;
  • maior segurança;
  • melhoria na qualidade dos produtos;
  • ausência de danos ao meio ambiente;
  • maior custo eficaz (quanto assegura-se, por meio de práticas acertadas de manutenção, que o capital investido tenha o melhor retorno)

Conclusão

A manutenção em qualquer empresa, independente do seu segmento, deve ser reconhecida como um setor estratégico, onde, a expertise somado a experiências consolidadas no mercado e com metodologias que facilitem a sua gestão, irão nortear o caminho principalmente quando buscamos ser mais competitivos e eficazes em nossas operações. Sendo assim devemos “sair da caixa” e arregaçar as mangas, pois o caminho é árduo, porém a recompensa é certa.

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