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Correias Transportadoras – a inspeção sensitiva (ou sem contato com o equipamento em operação)

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Este artigo foi desenvolvido por Paulo Godoy

A inspeção sensitiva de um transportador demanda conhecimento técnico e “olhos para ver” seu funcionamento. Transportadores de correia “falam”, indicam o que está de errado. Mas entender estes sinais é realmente uma habilidade difícil de adquirir e que pode ser desenvolvida.

Desenvolver um inspetor de qualidade demora, demanda muito treinamento e principalmente inspeções orientadas pelos mais experientes, onde os pontos que devem ser observados são apontados. Pode-se aprender sozinho, mas a curva de aprendizado é longa. A formação desejada é nível técnico, preferencialmente em mecânica. Atualmente os inspetores ficam pouco tempo no cargo, visto o desejo de serem promovidos. Este é um ponto a ser discutido nas empresas – inspetores demandam tempo para a sua formação e este tempo deve ser recompensado. Ser um inspetor por anos não é um castigo ou sinal de incompetência – talvez seja justamente o contrário.

Uma forma de compensar a dificuldade de formação desta mão de obra é a criação de planos de inspeção extremamente detalhados. A partir destes documentos um técnico deverá ser capaz de inspecionar um transportador de correia com o nível de detalhamento desejado sem maiores dificuldades.

A construção deste plano exige conhecimento técnico e deve partir de duas etapas mencionadas em artigos anteriores já publicados – Manutenção de Transportadores de Correia – Fazendo o básico e Manutenção de Transportadores de Correia – Fazendo o básico – Identificação/Tagueamento. O primeiro trata da utilização da documentação técnica do equipamento e o segundo artigo trata do tagueamento dos componentes. A partir daí, a confecção do plano de inspeção sensitiva segue uma lógica simples:

  • Qual o caminho que o inspetor deverá efetuar?
  • O que o inspetor deverá ver?
  • Quais são as condições normais e anormais esperadas?
  • O que o inspetor poderá medir sem contato?

Seguindo a lógica apresentada, uma série de perguntas deverá ser efetuada para que o inspetor as responda em campo a partir do preenchimento simples do formulário impresso.

De posse do formulário preenchido, o inspetor será capaz de abrir as notas de manutenção no software de gerenciamento, detalhando as atividades a serem efetuadas e os materiais que serão necessários.

Parece simples, mas não é!

“Tudo começa e termina na inspeção! Da identificação da condição de falha do transportador, passando pelo detalhamento da nota de manutenção, o acompanhamento das atividades e a comprovação da efetividade do reparo e seus resultados”.

Para contribuir para a inspeção, novas tecnologias estão disponíveis:

  1. abertura on line de notas de manutenção a partir de tablets utilizados em campo
  2. óculos de realidade aumentada para apresentar informações em campo
  3. óculos de visão compartilhada para obtenção de ajuda em campo de profissional mais experiente
  4. tablet industrial com todo o plano de inspeção carregado e na “tela”

O caminho da efetividade do trabalho do inspetor de correias transportadoras passa pela qualificação e por um plano de inspeção detalhado. Não existem atalhos.

No próximo artigo apresentarei uma filosofia de construção de planos de inspeção sensitiva que chamo de “por blocos” e um exemplo real.

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