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Correias Transportadoras

correia-transportadora

O que é Correia Transportadora

Correia Transportadora é um item de extrema importância em diversas industrias por fazer a condução de materiais de um ponto a outro. Dessa forma, definimos que a correia transportadora tem a função de carregar o que é movimentado pelo Transportador de Correia, como pode ser visto no exemplo abaixo:

correia-transportadora

Observamos então que a Correia Transportadora é um componente do Transportador de Correia que, por sua vez, também conta em sua composição com três outros principais itens, sendo eles:

  • Roletes;
  • Tambores de tração;
  • Conjunto de acionamento;

Veja alguns dos principais componentes do Transportador de Correia no exemplo da figura 1, abaixo:

transportador-de-correia

Origem e História da Correia Transportadora

Embora não consigamos atribuir a autoria da invenção, os primeiros registros de uso de Correia Transportadora se dão em meados de 1795, em plena Revolução Industrial. Já a primeira menção ao dispositivo na literatura técnica aconteceu em 1848, no livro The Young Mill Wright and Millers Guide, onde o autor, Olivier Evans, apresenta aspectos técnicos do equipamento.

Entretanto, feitas de couro e com deslizando sobre superfícies planas de madeira, as Correias Transportadoras eram rudimentares, se comparadas as dos tempos atuais. Entre suas principais atividades da época, estava o transporte de cereais e grãos para abastecer os navios, e assim, nesse momento, o dispositivo já demostrava potencial de gerar economia de tempo e esforço para as indústrias:

Figura 2 – Exemplo de produção na época

primeiras-correias-transportadoras

Em termos de instalação, a primeira Correia Transportadora foi inserida na indústria em 1804, modelo que era acionado por uma máquina a vapor. Posteriormente, em 1901, tivemos as primeiras cintas em aço, utilizadas pela Sandvik para fazer o transporte de areia, carvão e cana-de-açúcar.

O setor automobilístico foi o que mais impulsionou os avanços desse dispositivo quando, em 1913, o conceito de linha de montagem foi colocado em prática por Henry Ford.

Hoje, com o avanço tecnológico, ela está disponível em diversos tamanhos, larguras, espessuras e modelos, cada uma direcionada para atender às exigências de trabalho dos diferentes setores da indústria.

Em diversas empresas seu uso é extremamente significativo, economizando tempo e recursos, e por este motivo deve-se manter atenção especial com o equipamento (desde sua especificação até a escolha do fornecedor).

Composição da Correia Transportadora

A Correia Transportadora é composta por quatro itens, sendo eles:

  • COBERTURA SUPERIOR DE BORRACHA: sua função é proteger da ação dos produtos transportados;
  • CARCAÇA TÊXTIL OU DE CABOS DE AÇO: é ela quem fornece resistência à tensão;
  • BORRACHA DE LIGAÇÃO: ela possui características de adesão, estabilidade e acamamento;
  • COBERTURA INFERIOR: que protege a carcaça de ações resultantes do processo entre a Correia Transportadora, tambores e roletes.

Figura 3 – Composição da Correia Transportadora

correia-transportadora-composição-estrutura

Para garantir mais eficiência no transporte, as correias precisam ser resistentes e de alta qualidade. Além disso, também pensado no fator segurança do processo e dos profissionais que atuam diretamente com ela, é necessário ter atenção a limpeza da Correia Transportadora.

No caso do transporte de materiais pesados como, por exemplo, pedra e cimento, o cuidado deve ser redobrado. Inclusive, também é importante que o profissional de manutenção saiba avaliar o estado de conservação da correia e como estimar seu tempo de vida.

Contar com peças e componentes adequados para aplicação é obrigação para as indústrias (o que inclui o uso de boas correias e polias de transmissão para o funcionamento dos motores), pois são esses cuidados que vão garantir o sucesso de toda a operação.

***Para adquirir correias e polias de transmissão de qualidade e procedência, garantindo o bom funcionamento dos motores de seu Transportador de Correia, entre em contato com a JW Engenharia pelo WhatsApp ou pelos telefones (31) 3242-1212 | (31) 99189-1052 e faça uma cotação.*** 

Tipos de Correias Transportadoras 

Pelas diversas situações de usabilidade, existem diferentes tipos de Correias Transportadoras. Por isso listamos (abaixo) os principais tipos disponíveis no mercado.

Correia Elevadora 

Figura 4 – Correia Transportadora Elevadora

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As correias elevadoras são responsáveis pela elevação de materiais por meio da utilização de canecas que possibilitam grande resistência a vários tipos de tensões, flexões e deformidade dimensional. Esse modelo de correia opera quase que verticalmente, normalmente com ângulos de inclinação superiores a 85º

Correia Tubular

Figura 5 – Correia Transportadora Tubular

correia-transportadora-tubular

correia transportadora tubular possui construção especial com configuração em formato redondo, fator que proporciona boa flexibilidade transversal, aumentando dessa forma, a quantidade de ciclos e a vida útil da correia, que possibilita o transporte curvilíneo de materiais. Pode ser facilmente encontrada em áreas com terrenos irregulares e/ou portos, onde é frequente precisar fazem um desvio de obstáculos pelo caminho;

Correia Plana 

Figura 6 – Correia Transportadora Plana

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As Correias transportadoras planas são responsáveis por transportar materiais na horizontal, sendo um tipo bastante utilizado em: mineração subterrânea; pelotizações; siderúrgicas e fundições; fertilizantes; cimenteiras e pedreiras; papel e celulose; agronegócio; portos; e na construção civil, por conta do seu uso contínuo e grande extensão;

Correia com Taliscas ou Bordas Sanfonadas 

Figura 7 – Correia Transportadora  com Taliscas ou Bordas Sanfonadas

correia-transportadora-taliscada-bordas-sanfonadas

As Correias Taliscas ou Bordas Sanfonadas são desenvolvidas para diferentes aplicações, desde o transporte em usinas e pedreiras quanto na indústria de alimentos, como mostra a figura 7.

Esse é um dos tipos de correias mais comuns e usadas no mercado, pois são excelentes para evitar o retorno e a perda de materiais, além de aumentar a capacidade de carga.

Além disso, as Correias Taliscas ou Bordas Sanfonadas podem operar em ângulos de inclinação entre 35º e 45º, executando serviços com elevação superior a correias lisas.

Caso esteja curioso sobre o processo de fabricação das Correias Transportadoras, leia nosso artigo sobre FABRICAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA de Correia Transportadora.

Correia Transportadora em Sanduíche 

Figura 8 – Correia Transportadora em Sanduíche

correia-transportadora-sanduíche

Esse é um modelo de correia transportadora em que as diferentes partes operam paralelamente, no intuito de transportar o material entre elas. E assim, a Correia Transportadora em Sanduíche opera em ângulos de elevação entre 65º e 95º.

Observamos então que esse se trata de um modelo bem específico de correias elevadoras, por sua particularidade no processo de uso.

Correia Transportadora Deslizante

Figura 9 – Correia Transportadora Deslizante

correia-transportadora-deslizante

As Correias Transportadoras Deslizantes são utilizadas em operações que se apresenta necessário diminuir o atrito entre a Correia Transportadora, o elemento de suporte e o material conduzido. Seu uso também é recomendado para fazer o transporte de materiais leves.

Essa esteira é comumente construída somente por roletes ou rodízios livres, características que as fazem também ser conhecidas como esteiras transportadoras flexíveis ou fixas.

Você sabe qual é a mais indicada para o seu processo? Veja quais fatores são importantes para a seleção de uma correia transportadora aqui.

Classificação em função do tipo de aplicação da correia transportadora

Saiba as principais aplicações das Correias Transportadoras a partir de suas funções.

  • Transporte de material oleoso;
  • Correia para transporte de grãos;
  • Transporte de material com presença de produtos químicos;
  • Correia para transporte de material, resistentes a altas e baixas temperaturas;
  • Transporte de material resistentes à extrema abrasão e impactos;
  • Correia resistentes à chama;
  • Transporte de produtos alimentares;
  • Correia transportadora com características antiestáticas;

Tipo de bordas das correias transportadoras

Existem dois tipos básicos de bordas das correias transportadoras, sendo eles:

  • – Correias transportadoras com bordas moldadas ou bordas protegidas;
  • -Correias transportadoras sem bordas.

Tipo da superfície da Correia Transportadora

Enquanto a superfície das Correias Transportadoras, listamos aqui os principais tipos:

  • Superfície lisa;
  • Superfície corrugada;
  • Correias com taliscas (Retas, em Y, V etc);
  • Correias com bordas de contenção (band-a-bord).

Tipos de carcaça da correia transportadora

Devido a sua versatilidade e possibilidade de uso na realização do transporte de diferentes tipos de materiais, as carcaças da correia são divididas em:

  • Têxtil;
  • Mista (têxtil e metálica);
  • Metálica (Cabos de aço);
  • Em aramida;

Vantagens no uso de correias transportadoras

Destacamos aqui as oito principais vantagens no uso de correias transportadoras:

  • Economia em relação ao valor gasto por volume transportado;
  • Carregamento rápido, eficiente e seguro dos materiais transportados;
  • Confiabilidade;
  • Versatilidade (distâncias longas ou curtas);
  • Grande volume de material que pode ser transportado;
  • Enorme gama de capacidade;
  • Redução do tempo de transporte;
  • Resistência para suportar produtos com diferentes cargas;

Como armazenar uma correia transportadora

O armazenamento correto de correias transportadoras é um procedimento fundamental para garantir a vida útil deste complemento, evitando dessa forma, paradas desnecessárias na linha de produção. 

A melhor maneira de armazenar uma correia transportadora é posicioná-la em pé, utilizando a embalagem do fabricante até o momento em que sua utilização seja iniciada. Além disso, deve-se optar por ambientes frescos, secos e protegidos da ação da luz solar. É importante destacar que os rolos com correias não devem ser deitados de lado, principalmente se estiverem com as bordas descobertas. 

Quando se armazena uma correia transportadora em contato com o chão, todo o seu peso vai estar dividido entre suas bordas, podendo ocasionar modificações em suas dimensões. Não obstante, o contato do material com o chão também pode gerar contaminações indesejadas, por conta de materiais e substâncias presentes no solo.

Há uma norma que aborda estes aspectos específicos e auxilia as empresas no que diz respeito ao que se deve fazer, a ANBT 13861, que trata sobre Armazenagem, embalagem e manuseio de correias transportadoras.

Como dimensionar uma Correia Transportadora

A seleção de uma correia transportadora envolve, normalmente, uma das seguintes situações:

  1. Substituição de uma correia transportadora em uma instalação já existente;
  2. Projeto de uma nova instalação;

No primeiro caso, as características da correia transportadora já são conhecidas, então para fazer o dimensionamento, é necessário saber a sua largura, perímetro, o tipo, o número de telas, a espessura e a qualidade dos revestimentos. Se o tipo e o número de telas não são conhecidos, será necessário conhecer a potência do motor de acionamento e a velocidade da correia transportadora, no intuito de definir a constituição da estrutura.

No segundo caso, é necessário saber qual material vai ser transportado, além de sua granulometria e demais características: densidade aparente; abrasividade; ângulo de repouso; ângulo de sobrecarga e a inclinação máxima do transportador para diferentes velocidades de transporte); a quantidade de material a transportar em tonelada/hora (ou em m3/hora); e a localização dos pontos de carga e de descarga, bem como a diferença de nível entre estes dois pontos.

O conhecimento de todos estes elementos permite definir o traçado do sistema transportador, a largura da correia e a sua velocidade e, posteriormente, a potência do motor de acionamento, as características dos elementos de suporte, as características da correia transportadora e, finalmente, a tensão a ser aplicada.

Material a transportar e sua condição 

Conhecendo o material a ser transportado, sua granulometria e a sua condição (seco, húmido). No Quadro 27 são indicadas as características, para efeito de transporte, de cerca 130 diferentes materiais, muitos deles apresentando-se com diferentes granulometrias e diferentes condições. São indicados: densidade aparente, ângulo de repouso, ângulo de sobrecarga e ângulo de inclinação máxima de transporte para determinada velocidade de transporte e a abrasividade.

Definição da Largura Mínima da Correia Transportadora

A largura mínima da correia transportadora é dependente da granulometria do material a ser transportado, como podemos verificar na Figura 10, a qual mostra as larguras mínimas recomendadas para materiais de granulometria uniforme e materiais contendo partículas de maior dimensão em mistura com partículas mais finas.

Figura 10 – Definição da Largura Mínima da Correia Transportadora

largura-correia-vs-granulometria

Velocidade do transportador em função da largura da correia 

Vemos na Figura 11, a relação de velocidade da correia transportadora (em m/s), com a sua largura (em mm) para diferentes tipos de materiais. Assim, já conhecendo a largura mínima da correia transportadora e as características do material que vai ser transportado, cabe verificar a velocidade de operação (em m/s). 

Figura 11 – Velocidade do transportador em função da largura da correia

largura-correia-vs-velocidade

Cálculo da Quantidade de Material Transportado 

Com o conhecimento das características do item que vai ser transportado; sua densidade aparente (d), a largura mínima da correia transportadora (b) e a sua velocidade de operação (v), é possível calcular a quantidade de material transportado por hora.

Geralmente o sistema de apoio de uma correia transportadora é constituído por dois, três ou cinco roletes (disposição de Garland), veja um exemplo na Figura 12.

Dessa forma, os sistemas de dois roletes podem operar com diferentes ângulos de inclinação; geralmente 20º e 30º.

Nos sistemas de três roletes, o rolete central está na posição horizontal e os roletes laterais possuem uma inclinação de 20º, 30º ou 45º. Nos sistemas com cinco roletes, o rolete central está na posição horizontal; seguem-se roletes inclinados de 30º e os roletes superiores inclinados a 45º ou 60º.

Figura 12 – Sistemas de Apoio Típicos de Correias Transportadoras

sistemas de apoio típicos de correias transportadoras

Vamos admitir que a correia trabalhe apoiada em um sistema de três roletes com um comprimento w, em que os rolos exteriores possuam inclinação de 45º (ângulo a) (Figura 13). Vamos admitir também que a correia possui a largura B, que o material transportado possui um ângulo de sobrecarga b, e que a largura máxima do material na secção de carga é b.

A medida x corresponde ao comprimento de correia em contato com o material no rolete lateral. Vamos ainda designar por A1 a área da secção transversal de carga que corresponde ao ângulo de sobrecarga b e A2, a área da secção transversal de carga situada por debaixo da área A1. A secção transversal de carga é, naturalmente, A = A1 + A2.

Vamos considerar, para efeitos de cálculo, as seguintes relações:

  • b = 0,9.B – 50(grandezas em milímetros), para correias transportadoras com largura ≤ 2000 mm, e:
  • b = B – 250(grandezas em milímetros), para correias transportadoras com largura> 2000 mm

Figura 13 –  Secção transversal de carga, num sistema de apoio com três roletes

secção-transversal-de-carga-sistema-de-apoio-com-três-roletes

Efetuamos aqui a comparação dos valores da secção transversal de carga para os diferentes sistemas de apoio. Sendo, para uma correia transportadora com 1000 mm de largura, que transporta um material que apresenta um ângulo de sobrecarga de 15º.

No Quadro 28 temos a indicação das dimensões dos roletes para as várias configurações e diferentes larguras das correias transportadoras.

As larguras dos roletes e as várias disposições para a correia transportadora com 1000 m de largura que vamos considerar são as seguintes:

  • Correia apoiada num rolete: 1150 mm;
  • Correia apoiada em dois roletes: 600 mm;
  • Correia apoiada em três roletes: 380 mm;
  • Correia apoiada em três roletes (disposição profunda): 250 mm;
  • Correia apoiada em cinco roletes: 205 mm;

largura-dos-roletes-em-função-do-tipo-de-sistema-de-apoio-e-largura-da-correia-transportadora

Calculamos agora as áreas das secções transversais de carga para os vários tipos de sistemas de apoio da correia transportadora, efetuando a comparação do ponto de vista de capacidade de transporte das várias disposições as quais são vistas no Quadro 29, abaixo:

cálculo-das-secções-transversais-de-carga

Nota (1) – Considerou-se como secção transversal base de comparação, a secção correspondente à disposição de suporte com três rolos com os roletes laterais a 30º, a qual é uma disposição muito utilizada.

Desse modo, a quantidade de material transportado por hora é obtida com a seguinte expressão:

quantidade-de-material-transportado-por-hora

Sendo:

Q – A quantidade de material transportado, em Ton/hora;

A – A secção transversal de carga, em metros quadrados;

V – A velocidade do transportador, em metros por segundo;

D – A densidade aparente do material transportado, em Ton/m3;

K’ – Um coeficiente que depende do ângulo de inclinação do transportador e que tem os valores indicados no Quadro 30;

Depois de efetuado o cálculo, se a quantidade de material transportado por hora for inferior à quantidade pretendida, torna-se necessário considerar a largura da correia superior e/ou o aumento de sua velocidade, desde que se situe no campo adequado.

 

O cálculo deve então ser repetido para verificação. Caso a quantidade seja superior ao desejado, deve se reduzir a velocidade de operação, já que a largura previamente selecionada da correia transportadora é a mínima para o tipo de material a ser conduzido.

 

De qualquer forma, o cálculo deve sempre ser repetido para verificação. Por razões de economia, procure sempre utilizar uma correia transportadora mais estreita e que opere a uma velocidade mais elevada, compatíveis com o tipo de material e com processos de carga e descarga satisfatórios.

Cálculo da Potência de Acionamento 

Potência de Acionamento P resulta da soma de três parcelas P1P2 e P3, as quais correspondem, respectivamente, às potências necessárias para:

  • O funcionamento da correia transportadora em vazio;
  • O deslocamento horizontal da carga;
  • O deslocamento vertical da carga.
Potência P1 para o funcionamento da correia transportadora em vazio

Esta potência é proporcional a um coeficiente C, que é função do comprimento da correia transportadora (ver Quadro 31), ao coeficiente de atrito (ver Quadro 32), à distância entre eixos do transportador L, à velocidade da correia transportadora v, e a um coeficiente Mv, que é função do peso de partes móveis existente por metro linear de estrutura do sistema transportador. Assim, temos:

cálculo-da-potência-de-acionamento

Sendo Pc o peso por metro linear de correia transportadora, δ o ângulo de inclinação do sistema transportador e M o peso de partes móveis (ver Quadro 31). Com o valor de P1 em CV.

valores-do-coeficiente-c

No Quadro 32 são indicados os valores para os coeficientes de atrito para três condições de trabalho da instalação:

coeficiente-de-atrito-f

No Quadro 33 indica-se os valores do coeficiente M que são, afinal, os valores médios dos pesos das partes móveis por metro de transportador, em kg/m, em função da largura da correia e do tipo de serviço para que o transportador foi projetado (serviço leve, serviço moderado, serviço pesado e serviço pesado com correias com reforço de aço).

valores-do-coeficiente-m

Potência P2 para o deslocamento horizontal da carga 

Esta potência é proporcional a um coeficiente C, que é função do comprimento da correia transportadora (ver Quadro 31), ao coeficiente de atrito (ver Quadro 32), à distância entre eixos do transportador L, à quantidade de material transportado Q em Ton/hora, e ao cosseno do ângulo de inclinação δ do sistema transportador. Assim, temos:

potência-P2-para-o-deslocamento-horizontal-da-carga

Com o valor de P2 em CV.

Esta potência é proporcional à quantidade de material transportado Q, em Ton/hora, e ao desnível H existente entre os extremos do sistema transportador. Este, por sua vez, está relacionado com a distância entre eixos L e com ângulo de inclinação δ (H = L x sen δ ):

potência-P3-para-o-deslocamento-vertical-da-carga

Com o valor de P3 em CV.

Refira-se que o valor de P3 é positivo para transportadores ascendentes e negativo para transportadores descendentes.

Assim, conhecendo os valores para P1P2 e P3, a sua soma dará o valor de P, a potência total necessária para acionar o sistema transportador:

potência-total-necessária

Ao definir a potência do motor, deve se levar em conta o rendimento h do dispositivo de acionamento, podendo considerar os seguintes valores:

  • Para transmissões por engrenagens retas, h = 0,90 a 0,95;
  • Para transmissões com engrenagens helicoidais, h = 0,60 a 0,90;

Então, a potência real do motor de acionamento PM, deverá ser:

potência-real-do-motor-de-acionamento-PM

No Quadro 34 são indicadas as potências dos motores geralmente comercializados.

potência-dos-motores

Cálculo da Tensão de Acionamento 

cáuculo-da-tensão-de-acionamento

Em que P e V possuem significados anteriormente descritos.

Para que a correia não escorregue e deslize sobre os tambores, é necessário que no troço de retorno exista uma tensão TR que satisfaça a condição de Eytelwein-Euler:

cáuculo-eytelwein-euler

U é o chamado fator de acionamento. Na expressão de Ue é a base exponencial, μ é o coeficiente de atrito entre a correia e a polia de acionamento e θ é o ângulo de contato da correia transportadora com a polia de acionamento.

Portanto, este valor é função do tipo de tambores utilizados – por exemplo, polias de aço liso ou polias revestidas com borracha, aos quais correspondem diferentes coeficientes de atrito e é, por outro lado, função do ângulo de contacto da correia transportadora com as polias de acionamento, portanto função do tipo de acionamento utilizado e é também função do sistema tensor utilizado.

Na Figura 14 são mostrados alguns sistemas de acionamento.

Figura 14 – Alguns tipos de sistemas de acionamento

fator-de-acionamento

Os valores de U são indicados no Quadro 35, para sistemas de acionamento direto, sistemas de acionamento direto com polia de encosto e para sistemas de acionamento duplo (dual e em tandem).

fator-de-acionamento-u

(Clique para ampliar)

A tensão do troço mais tenso da correia transportadora (que corresponde ao troço carregado – Figura 13) ou tensão de acionamento TA, em kg, tem o seguinte valor:

tensão-de-acionamento-ta

Figura 15 – Tensões na correia transportadora nos troços em carga e no retorno

tensões-na-correia-transportadora

Cálculo da Classe de Resistência da Correia Transportadora 

Com conhecimento da tensão de acionamento TA, pode calcular-se a tensão de serviço TS, pela seguinte expressão:

cáuculo-tensão-de-acionamento-ta

Sendo:

TS – Tensão de serviço (em kgf/cm ou kgf/mm ou N/cm ou N/m ou kN/m);

TA – Tensão de acionamento, em kgf;

S – Fator de segurança;

b – Largura da correia, em mm

Para correias transportadoras de carcaça têxtil (exceto poliaramida), o valor do fator de segurança normalmente considerado é de 10. Em instalações que as condições de trabalho são extremamente severas, pode ser considerado um fator de segurança mais elevado, porém que não exceda o valor de 12.

Para correias transportadoras de carcaça em poliaramida, o valor do fator de segurança normalmente considerado é de 8; em instalações que as condições de trabalho são extremamente severas, pode ser considerado um fator de segurança mais elevado, todavia sem exceder o valor de 10.

Para correias transportadoras com carcaça em aço, o fator de segurança pode variar entre 5 e 8 (6,67 é o valor correntemente utilizado a nível mundial); em instalações, em que as condições de trabalho são extremamente severas, pode ser considerado um fator de segurança mais elevado, mas sem exceder o valor de 10.

O valor encontrado para a tensão de serviço define a classe de resistência da correia transportadora e define, de certo modo, o tipo de reforço a utilizar. Na Figura 16 mostra-se as faixas de utilização dos diversos tipos de materiais de reforço em função das classes de resistência, expressas em kN/m.

Figura 16 – Tipos de materiais de reforço e classes de resistência

tipos-de-materiais-de reforço-e-classes-de-resistência

Definição do Tipo de Material de Reforço e do Número de Telas da Carcaça 

classe de resistência da correia transportadora define, de certo modo, o tipo de material de reforço. Alguns dos fatores que são decisivos na sua seleção são os seguintes:

  • A largura da correia transportadora;
  • As condições de serviço da correia transportadora, nomeadamente o seu nível de manutenção, o sistema de carga, impacto do material a transportar na fase de carga e frequência de arranques;
  • O tipo de material a transportar, nomeadamente a sua granulometria e abrasividade;
  • A tensão máxima em que opera a correia transportadora (tensão em regime estacionário, picos de tensão);
  • Um elevado número de telas diminui a flexibilidade da correia transportadora; a redução da sua flexibilidade transversal pode comprometer a utilização de elevados ângulos de abaulamento;
  • Outro fator não menos importante é o seu custo.

Após a seleção do material da carcaça e o conhecimento de sua classe de resistência, seleciona-se também o tipo de tela têxtil (se for o caso), e com o auxílio do gráfico da Figura 17 pode-se determinar o número de telas a serem utilizadas.

No eixo das abcissas, representa-se a resistência das telas (estão indicadas classes de resistências, nomeadamente para telas do tipo EP, PP e EE, telas de Rayon, telas de algodão e telas mistas de algodão com fibras sintéticas (poliéster e/ou poliamida).

Face à menor sensibilidade da representação gráfica para as telas de algodão e algumas telas mistas, o gráfico representado na Figura 18 é uma ampliação da zona 0-140 kN/m (resistência das telas) / 0-1200 kN/m (classe de resistência da correia transportadora), do gráfico mostrado na Figura 16.

Figura 17 – Gráfico para determinação do número de telas de algodão, telas mistas, telas EP, telas NN e telas EE

gráfico-para-determinação-do-número-de-telas-de-algodão

Figura 18 – Gráfico para determinação do número de telas (para telas de menor resistência – telas de algodão, telas mistas e telas de rayon)

gráfico-para-determinação-do-número-de-telas

Para telas do tipo retilínea, cordas ou cabos de aço, pode ser utilizada a representação gráfica mostrada na Figura 19 a qual pode dizer-se que é quase desnecessária, pois, como se sabe, é utilizada apenas uma tela de teia retilínea, uma tela de cor ou uma fiada de cabos de aço, exceto no caso das telas de teia retilínea em que podem ser utilizadas duas telas.

As diversas classes de resistência de cabos de aço são indicadas sobre a linha azul. As classes de resistência dos restantes materiais (telas de teia retilínea ou corda) podem ser lidas na escala do eixo das abcissas. Terá sempre de ser utilizado o material de reforço que possua uma classe de resistência igual ou imediatamente superior à classe de resistência calculada.

Figura 19 – Gráfico para determinação do número de telas EPP, DPP e telas de aço (telas de teia retilínea, telas de corda e cabos de aço)

gráfico-para-determinação-do-número-de-telas-EPP

Telas: Construções mais Utilizadas

Telas de Algodão 

As telas de algodão possuem, atualmente, uma utilização relativamente reduzida (da ordem dos 5%, como atrás referimos). As correias transportadoras produzidas com este material de reforço podem ter de 2 a 10 telas.

Telas mistas Algodão com Poliéster e ou Poliamida  

As telas mistas de algodão com poliéster e/ou poliamida são utilizadas em construções com 2 a 10 telas, permitindo obter maior resistência do que as telas 100% algodão (como seria de esperar), possibilitando a sua utilização no fabrico de correias transportadoras de classe de resistência mais elevada.

Telas Poliéster/Poliamida (EP), Poliéster/Poliéster (EE) e Poliamida/Poliamida (PP)

As correias transportadoras fabricadas com estes tipos de materiais de reforço possuem normalmente entre 2 a 8 telas. As construções mais utilizadas são indicadas no Quadro 36.

construções-mais-utilizadas

Telas do tipo Teia Rectilínea EPP e DPP (Straight-warp)

Este tipo de construção de telas não apresenta crimp dos fios de teia por possuir mais rigidez na direção longitudinal, o que implica na utilização de polias de maior diâmetro.

Assim, este tipo de material de reforço proporciona, naturalmente, alongamentos muito baixos, o que é vantajoso nalgumas aplicações (correias transportadoras utilizadas em minas, para transporte de rochas muito duras).

A construção clássica de correias transportadoras com telas deste tipo possui apenas uma tela. Contudo, há fabricantes que oferecem construções com duas telas deste tipo, o que aumenta ainda mais a sua rigidez longitudinal.

Toda via, esse tipo de correias transportadoras utiliza, necessariamente, polias de maior diâmetro, como se verá quando abordarmos este tema.

Telas em Aço com Teia Rectilínea (SW − Straight-Warp); Telas de Cord de Aço (Steel Cord); Telas em Cord de Aço com Trama de Aço ou Têxtil; Correias Transportadoras com Cabos de Aço (Steel Cables); Tecido Sólido (Solid Woven); Telas de Cord de Fibra de Vidro (Glass Fiber Cord) e Telas em Fibras de Vidro (Glass Fibre Fabrics)

Na construção de correias transportadoras com materiais deste tipo é apenas utilizada uma tela ou uma fiada de cabos de aço.

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