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9 dicas para melhorar o controle de estoque industrial da sua operação

Fazer um bom controle de estoque é uma tarefa essencial para quem precisa gerenciar um negócio. Sem uma gestão bem feita de matérias-primas e insumos, a indústria não funciona. O controle de estoque industrial é a gestão que se faz dos recursos materiais necessários para o processo produtivo em uma indústria. É a área responsável por controlar o fluxo de matérias-primas, insumos, componentes e produtos acabados, de modo a otimizar os ganhos e reduzir os custos de armazenagem e transporte desses materiais. Continue a leitura para entender a importância do controle de estoque industrial e como ele pode beneficiar a sua operação.

A importância do controle de estoque industrial

Em um modelo econômico altamente globalizado e competitivo como o que vivemos atualmente, o controle de estoque é função estratégica para as organizações. Ele busca a otimização logística através da utilização eficiente dos processos internos e a redução do capital empregado na manutenção dos estoques, da matéria-prima e insumos até o produto final.

O controle de estoque está ligado diretamente a gestão financeira e de produção de uma indústria, pois é responsável pela entrada e saída de materiais da empresa. Uma boa gestão logística deve englobar todos os principais processos, da previsão de demanda ao planejamento de compra de matérias-primas e insumos, passando pelo controle de materiais e componentes em processo e pelo controle de peças de reposição dos equipamentos produtivos.

Como o controle de estoque pode beneficiar minha indústria

Uma gestão eficiente do fluxo e armazenamento dos materiais de uma indústria é componente essencial à sustentabilidade do negócio, através da geração de lucro e redução dos custos e capitais empregados. As atividades-chave do controle de estoque são extremamente necessárias para que essa gestão se transforme em números e cifras favoráveis à empresa. O controle rigoroso do material em estoque e a análise correta do fluxo de vendas e saída dos materiais e coordenação entre as diversas áreas que impactam e são impactadas pelo estoque (produção, compras, expedição, financeiro, etc) são essenciais para que uma indústria apresente bons resultados.

Dependendo do porte da empresa, esse controle de fluxo de materiais requer uma quantidade grande de informações em períodos curtos, o que demanda uma grande capacidade de processamento e análise para que se tome as decisões corretas para os ganhos que são esperados.

Muitas empresas buscam automatizar ao máximo o controle de seus estoques e suas saídas, de forma a garantir processos mais ágeis no fluxo de materiais.

Um controle de estoque eficiente reduz os desperdícios, tais como:

  • Estoques grandes, de itens com baixa saída significam capital retido da empresa, que poderia estar sendo investido em melhorias do processo produtivo, por exemplo;
  • Redução nos atrasos, por garantir uma distribuição dos itens em estoque de acordo com a sua necessidade;
  • Redução dos espaços necessários para armazenamento devido aos giros constantes de inventário;
  • Evitam o super processamento de materiais, impedindo o armazenamento desnecessário de produtos acabados sem demanda ou que podem sofrer avarias

Para que se alcance esse controle eficaz, no entanto, é necessário investimento em treinamento e capacitação do pessoal, bem como em equipamentos e sistemas informatizados para garantir acuracidade das informações e agilidade no seu processamento. É necessário também ter um sistema de procedimentos internos consolidado, de modo a garantir que cada um dos colaboradores saiba qual o seu papel dentro da cadeia logística.

De modo a garantir essa acuracidade e agilidade das informações, muitas indústrias têm voltado grande parte dos seus investimentos na transformação de seus processos internos para a chamada Indústria 4.0.A Indústria 4.0 consiste no uso da inteligência das máquinas, baseada nas mais recentes inovações tecnológicas e técnicas computacionais, tais como Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Robótica, etc. para alcançar mais produtividade, redução de custos, flexibilização da produção e, consequentemente, atingindo o objetivo principal de qualquer empresa, que é o lucro.

 Gestão de controle de estoque pode reduzir custos

9 dicas para melhorar o controle de estoque industrial da sua operação

O principal objetivo e consequência de uma boa gestão de controle de estoque é a otimização do fluxo de materiais, reduzindo ou eliminando os principais desperdícios que acometem o sistema produtivo de uma empresa. Integrar essa gestão de entrada de matérias-primas, o processamento interno (estoque, produção) e saída de mercadorias ou produtos acabados ao controle financeiro da empresa é de grande importância para garantir um fluxo de caixa equilibrado e manter a sustentabilidade do negócio.

Através de uma análise de demanda bem feita, baseada em informações confiáveis, extraídas com o maior nível de acuracidade possível, é possível garantir níveis aceitáveis de estoque que não comprometam as entregas (vendas) e que ocupem menos espaço físico. Estoques muito grandes de matéria-prima são ruins, pois significam capital parado da empresa, um recurso que não está sendo transformado em receita no prazo desejado.

Contar com bons parceiros comerciais e revisar sempre que necessário os contratos com fornecedores também são maneiras de reduzir custos e garantir uma boa gestão dos estoques, seja através da utilização de embalagens mais resistentes, equipamentos mais duráveis e de baixa manutenção, etc.

Dicas para melhorar e otimizar o controle de estoque industrial

Para implementar um controle de estoque minimamente eficaz na empresa ou indústria, algumas ações são necessárias.

  1. Catalogar todos os itens em estoque, sejam eles matéria-prima, insumos, peças de reposição, produtos semi acabados ou mercadorias prontas a ser comercializadas; A Curva ABC é um método eficaz de classificação de materiais, e que deve ser utilizado na gestão de estoque industrial;
  2. Criar um sistema com procedimentos e rotinas, com definição clara de funções e responsabilidades, para garantir um controle apurado das informações de entrada e saída de materiais; Disciplina e um sistema robusto garantem confiabilidade na análise dos fluxos de materiais e na tomada de decisão;
  3. Organizar o estoque de modo a garantir um correto fluxo de materiais, procurando sempre a redução de custos e a maximização de resultados; Alguns materiais necessitam de armazenamento especial, para garantir sua vida útil até sua utilização ou venda, evitando assim prejuízos. 
  4. Criar uma rotina padronizada de controle do estoque. Medir periodicamente (diária ou semanalmente) os níveis de estoque é essencial para garantir uma boa gestão do estoque industrial; Realização de inventários cíclicos são de vital importância para medir a acuracidade dos controles aplicados no estoque de materiais;
  5. Controlar as entradas e saídas através de sistemas informatizados, bem como todas as movimentações internas, com automatização de processos e rotinas;
  6. Definir estoques mínimo e máximo para saber o ponto de pedido, de acordo com o controle de entradas e saídas (análise da demanda dos clientes para cada produto e dos tempos de processamento interno);
  7. Treinamento, capacitação e valorização dos recursos humanos engajados nas atividades e gestão do controle de estoque industrial;
  8. Gestão cíclica dos processos (avaliação de fornecedores, embalagens, curvas de demanda; A análise constante dos níveis de qualidade dos fornecedores, das embalagens empregadas e de todos os insumos envolvidos no suporte ao controle de estoque e fluxo de materiais permite uma otimização contínua dos processos logísticos;
  9. Criação de indicadores de desempenho que permitam avaliar e engajar as equipes na busca dos objetivos traçados pela organização.

Como boas práticas para uma gestão eficaz do controle de estoque industrial, podemos destacar também técnicas e ferramentas de gestão da produção já consagradas, como controle através da curva ABC, FIFO, inventários, etc.

A curva ABC auxilia na análise da demanda e utilização dos materiais presentes no estoque. Esse método baseia-se em separar os produtos do estoque (ou almoxarifado de peças de reposição e insumo) por níveis de utilização (A – 20% dos produtos com maior valor ou quantidade que correspondem a cerca de 65% da demanda; B – 30% dos produtos com valor e quantidade intermediários que correspondem a 25% da demanda e C – 50% dos itens com baixo menor valor ou quantidade que correspondem a 10% da demanda).

Tais informações são essenciais para que se possa organizar o estoque de uma maneira metódica, de modo a facilitar o fluxo de material. O endereçamento correto dos itens catalogados como A, B e C é outro fator importante para otimizar o controle de estoque.

O endereçamento correto e a movimentação otimizada dos materiais depende basicamente de um sistema de procedimentos operacionais e rotinas-padrão que devem ser seguidos pela equipe, que precisa ser treinada e capacitada constantemente. A adoção de recursos tecnológicos como sistemas de gestão informatizados também é uma opção para otimizar o controle de estoque.

Outra maneira de otimizar o estoque industrial é a realização de inventários cíclicos. Estes inventários têm a função de determinar a acuracidade das informações de quantidade de determinados materiais. Esses inventários parciais devem ser realizados com frequência no mínimo semanal, e um inventário geral deve ser realizado pelo menos uma vez por ano.

Conclusão

A busca pela otimização do controle de estoque deve ser uma constante para as indústrias, pois dele depende grande parte do sucesso e sustentabilidade do negócio. Empresas que conseguem gerenciar seu estoque com eficiência tendem a obter melhores resultados financeiros.

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